123 Entrevista: Celso Rodrigues | Controlar

Entrevista: Celso Rodrigues

By 14.09.2021 Library

Nome: Celso Rodrigues

Idade: 30 anos

Formação: Curso de Técnico Especialista em Tecnologia Mecatrónica (nível 5)

Instituição de Ensino: CENFIM de Ermesinde

Função atual: Técnico de Sistemas Elétricos

Controlar - Celso Rodrigues

Está na Controlar desde 2015. Se tivesse de escolher três momentos-chave do seu percurso na empresa, quais seriam?

Entrei na empresa enquanto estagiário. Embora não fosse o meu primeiro trabalho, foi a primeira empresa com a qual comecei a trabalhar de forma “regular”, iniciando assim o percurso profissional na minha área de formação, a Automação/Mecatrónica. Talvez este tenha sido o primeiro momento-chave, já que até à data não tinha tido essa oportunidade.

Outro momento importante foi um projeto de máquinas de teste para um cliente de grande envergadura e responsabilidade. Inicialmente, não havia muita gente alocada ao projeto e aos poucos foi-se fazendo sentir a exigência do mesmo devido precisamente à dimensão e deadlines apertados. Neste projeto, acabei por acumular várias funções da equipa de automação, o que fez com que tivesse de elevar a fasquia ao nível pessoal para estar à altura do mesmo.

Por último, mas não com menor importância, outro momento-chave creio que foi a junção das equipas de montagens e Automação (MAS) e de sistemas de teste (MTS). Com esta ligação sinto que me foram dadas novas oportunidades que me vão permitir crescer enquanto técnico e pessoa. Vejo com ótimos olhos tal mudança e oportunidade. Creio que a equipa está mais coesa, o tipo de trabalhos alargou-se com a execução de trabalhos para o departamento de Sistemas de Teste e tudo isto deu-me um boost de energia e fez também com que me dedique ainda mais ao meu trabalho.

Em termos de rotina de trabalho, como é o seu dia a dia, rotineiro ou sempre diferente?

Ultimamente, tem sido muito pouco rotineiro, pois há uma preocupação nas montagens para que todos estejam preparados para quase todo o tipo de tarefas. Isto permite-nos, não só crescer enquanto técnicos, como também andar mais motivados, visto que estamos sempre a fazer coisas novas e evitamos as típicas rotinas que muitas vezes nos fazem acomodar.

Esteve na República Checa a acompanhar a implementação de um projeto Controlar. Como está a correr? Pode partilhar connosco um pouco mais acerca do projeto?

Certíssimo. Regressei recentemente da República Checa onde estive, com outro colega, a implementar e validar um projeto já em curso para podermos considerá-lo validado/fechado.
Tínhamos como objetivo validar ferramentas de teste HAPTICS desenvolvidas para testar componentes da BMW sendo que o principal foco era garantir os valores das tolerâncias e forças solicitadas pela marca ao nosso cliente que, por sua vez, também nos deu todo o suporte necessário nesse mesmo sentido.

Ao longo do tempo participou em vários projetos de melhoria da equipa Lean, segundo os colegas sempre de forma entusiasta e empenhada. O que significa esta filosofia para si?

Sim, fiz parte da equipa Lean e foi sem dúvida outro dos momentos-chave para mim, embora ao nível mais pessoal.
Acredito que a aplicação da filosofia Lean é importante, principalmente para nos fazer questionar e ganhar espírito crítico em relação ao que nos rodeia. Em pleno século XXI, em que tudo está em permanente movimento e os nossos cérebros estão constantemente em piloto automático, é importante termos a capacidade de parar, pensar e analisar o que nos rodeia. Às vezes, só quando saímos da rotina e paramos para ver como as coisas acontecem é que nos apercebemos onde podemos melhorar.

Que impacto considera que a aplicação do Lean teve na Controlar?

Em relação ao impacto da filosofia Lean na Controlar, mesmo que por vezes a equipa se sentisse um pouco perdida ou até a desviar-se do caminho pretendido, acredito que os primeiros passos foram dados e atingidos. O mindset, mesmo que não da melhor maneira, foi de certa forma incutido. Uma vez que, a meu ver, o Lean não é algo “palpável”, ficou no inconsciente de muitos e é o que importa, já que somos nós que movemos os processos.

Finalmente, como gosta de ocupar os seus tempos livres. Tem algum hobby?

Ainda que com a situação de pandemia tivéssemos que nos readaptar em algumas coisas, uma ida ao cinema de tempos a tempos é um must do.
Embora seja muito adepto de ver séries ou mesmo jogar enquanto estou no conforto da minha casa, também gosto de uma ida ao café com os amigos, seja para confraternizar ou jogar bilhar. Uma ida ao parque apanhar ar puro também é uma boa opção para recuperar energia e acalmar das rotinas diárias da cidade e do trânsito.